terça-feira, 25 de junho de 2013

Destrua-me




O texto a seguir trata do livro 1.5 da trilogia Estilhaça-me, ou seja, contém spoilers:
Sinopse:
Perfeito para os fãs de Estilhaça-Me que aguardam desesperadamente a liberação de Liberta-me, Destrua-Me (lançado apenas em e-book) irá preencher a lacuna entre esses dois romances na perspectiva do vilão que todos amam odiar, Warner, o líder cruel do Setor 45.
No primeiro livro de Tahereh Mafi, Estilhaça-Me, Juliette escapou do Restabelecimento seduzindo Warner e colocando em seguida uma bala em seu ombro. Mas, como ela irá aprender em Destrua-Me, não é tão fácil assim se livrar de Warner…
De volta à base e se recuperando de seu ferimento quase mortal, Warner precisa fazer tudo o que estiver ao seu alcance para manter seus soldados em controle, evitando qualquer menção a uma rebelião no Setor. Ainda obcecado com Juliette a sua prioridade máxima como sempre é encontrá-la, trazê-la de volta e acabar com Adam e Kenji, os dois traidores que auxiliaram sua fuga. Mas, quando o pai de Warner, O Comandante Supremo do Restabelecimento, chega para consertar os erros de seu filho, fica claro que ele tem planos muito diferentes para Juliette. Planos que Warner simplesmente não pode permitir.

Resenha:
                Como disse quando este 1.5 saiu em português, logo nas primeiras páginas já podemos perceber que Warner é bem controlador, obsessivo. O conto começa do exato ponto onde Estilhaça-me parou para este aparente vilão, ou seja, quando Juliette dá um tiro nele. Aparente? Bem, sim, Warner fez coisas más sim, no entanto, não por ser cruel. Na verdade, o verdadeiro vilão é seu pai, Anderson.

                Mas, primeiramente, Warner nem estava recuperado e já está doido para achar Juliette, ele não enrola em dizer que está fascinado por ela, e não somente por conta de seus poderes. Agora que descobriu que pode tocá-la, isso é tudo o que deseja fazer. Creio que um dos principais motivos de Tahereh Mafi ter escrito este conto sob o ponto de vista de Warner é porque temos que deixar de vê-lo como vilão e começar a torcer por ele, posso garanti-los que não a toa, ele passou por muito coisa e definitivamente balançou minhas ideias, porque, mesmo já tendo lido Liberta-me, não sei quem apoiar.

                O que nos leva ao Anderson, a relação deles é muito difícil, porque Anderson quer que Warner seja desumano, siga seu exemplo, enquanto que este não é tão atroz – decepcionando o pai. Há toda uma história por trás disso, mas como só é apresentada em Liberta-me não vou tratar.

                A autora teve um cuidado imenso, pois, assim como o conto começa onde Estilhaça-Me parou, ele termina já com um pé em Liberta-Me, se encaixando perfeitamente nessa transição. Sem esquecer de detalhes como o caderninho de Juliette que havia ficado na base do Setor 45 do Restabelecimento e que Warner encontra.

“Nunca li nada parecido antes. Nunca havia lido nada que tocasse direto no meu coração. E eu sei que não deveria. Sei que de algum modo isso não vai ajudar, não vai me ensinar nada, não vai me dar nenhuma pista sobre onde ela pode ter ido. Já sei que ler tudo isso vai me enlouquecer.
Mas não consigo deixar de pegar o diário dela mais uma vez.
Abro-o novamente.”

                Novamente, o conto foi disponibilizado gratuitamente pela Editora Novo Conceito e vale muito a pena ler.

Um comentário:

  1. Parece ser perfeito, já comecei a ler, adorei a resenha Nina, bjs
    Carol C.

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